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A Short Hike: uma pequena obra-prima de afeto

A Short Hike é muito mais do que um simples simulador de caminhada; é uma experiência que transborda gentileza e doçura em cada interação. O jogo nos apresenta a Claire, uma protagonista cativante cuja jornada até o topo do Hawk Peak ressoa com qualquer pessoa que já tenha buscado um momento de paz em meio às ansiedades da vida. Minhas impressões foram de um acolhimento imediato, como se o jogo fosse um refúgio seguro em formato de arte digital.

Embora eu tenha levado apenas duas horas para concluir a história principal, cada minuto foi preenchido com significado. Em uma indústria que muitas vezes prioriza a quantidade de horas e mapas gigantescos, este título prova que a brevidade pode ser uma virtude. Essa curta duração não diminui o impacto da obra; pelo contrário, permite que a narrativa seja focada, polida e extremamente gratificante, deixando um gosto de “quero mais” sem nunca se tornar cansativo.

O ponto alto da experiência reside nas relações interpessoais, especialmente o arco entre Claire e sua mãe. A motivação da subida — a busca por sinal de celular para uma ligação importante — culmina em um dos momentos mais emocionantes que já presenciei em um jogo indie. É impossível não sentir uma onda de amor pela dinâmica familiar apresentada e pela forma como os desenvolvedores conseguiram humanizar personagens tão simples, transformando pixels em pura emoção.

Por fim, fica o meu profundo respeito e gratidão aos desenvolvedores. Criar algo que consiga transmitir tanta positividade e “vibrations” fofas requer uma sensibilidade única. Minha análise original, embora simples, resume o que sinto até hoje: um carinho imenso por esse universo. É um lembrete de que os videogames podem ser ferramentas poderosas para espalhar amor e empatia, servindo como um abraço quentinho para o jogador.

Full gameplay aqui nesse vídeo que encontrei no YT. Há muitos sobre o jogo, mas preciso os no commentary. 🌞