Neon's Log #1
👍Usando esse espaço para falar de coisas que eu me empolgo em falar como se o interlocutor se interessasse também. Tipo como se fosse num date, que você está contando algo que você curte muito e a outra pessoa realmente fica interessada em ouvir. Aqui eu finjo que todos se interessam e fico virtualmente feliz por isso. 💀

Eu tenho certeza que a lore principal de Dead by Daylight é uma força altamente maligna que criou dezenas de universos para fazer diversas pessoas sofrerem “trials” com um killer assombrando-as por perto. Por isso a quantidade de mapas, que são como fossem os universos criados pela “Entidade” — cuja identidade é desconhecida até hoje. Os sobreviventes são as iscas. Quando eles morrem, a Entidade se alimenta deles com as suas garras. Quando escapam do mapa, correm pelos portões que conseguem energizar antes de o killer as alcançarem. Para onde elas escapam? Bom, na teoria, não viram comida para a Entidade. É como se fosse uma chance que ela dá para eles.
Os sobreviventes, de acordo com os documentos in-game, eram pessoas normais, que viviam suas vidas rotineiras quando foram “abduzidas” por uma força. Os killers são movidos por uma sede implacável de vingança, de fazer justiça com as próprias mãos. A meu ver, a Entidade se aproveita disso e jogou-os todos para "matarem” os sobreviventes. Não há fim. Eu entendi que a lore é essa: os sobreviventes viverão infinitamente para dar prazer à entidade por meio das partidas. Quem saiu, escapou. Quem morreu, virou prato para a força maligna.
Estive pensando em comprar uma box de livros do Philip K. Dick ou então do Isaac Asimov. Ambos estão com um preço bom, por volta de R$150 cada, com pelo menos 3 livros cada. Escolherei apenas um, por enquanto. Quero ler Blade Runner e ao mesmo tempo me interesso pela história de Fundação. Vou ter que pegar os dois, né? Já vi que sim. Tenho muito interesse em temas neo-noir de ficção científica. Acho o máximo imaginar um mundo altamente tecnológico que, ao invés desta tal tecnologia ter sido utilizada para sanar os variados e incontáveis problemas do universo, ela veio para separar mais ainda a humanidade. E nesse calderão, coloque várias pitadas de capitalismo ultra-selvagem, governos altamente enviesados e uso da força contra as minorias. É, temos um longo caminho pela frente.
Assisti Ghost in the Shell pela primeira vez. Admito que comecei pelo caminho que muitos considerariam “errado”, já que fui direto para o filme de 2015. Logo depois, descobri que ele não é apenas uma animação isolada, mas sim uma releitura que serve como conclusão para a linha do tempo do Arise.
Mesmo caindo de paraquedas no encerramento de um arco, a experiência foi muito boa. Diferente do clássico absoluto de 1995, que tem um ritmo mais contemplativo e filosófico, essa versão de 2015 entrega uma dinâmica muito mais ágil, focada em investigações políticas complexas e conspirações cibernéticas.
O visual é moderno e as cenas de ação são impecáveis. Porém, fica claro que o filme assume que você já conhece aquela versão mais jovem da Major Motoko e a formação da Seção 9.
Para quem, como eu, começou por aqui, o roteiro pode parecer um pouco frenético e denso demais, mas ele cumpre um papel excelente em apresentar o potencial desse universo. No fim das contas, não existe jeito totalmente errado de entrar no mundo de Ghost in the Shell. Começar pelo filme de 2015 foi como ler o capítulo final de uma grande saga policial: você entende a competência do time, se impressiona com a tecnologia e, imediatamente, sente vontade de voltar ao início para ver como tudo começou.
Agora, o próximo passo é mergulhar no clássico de 1995 e na série Stand Alone Complex para montar esse quebra-cabeça de vez.